Sou apaixonada por tapeçarias e, movida por esse encantamento, busquei aprender as técnicas de Esmirna e Arraiolos. Ao longo desse percurso, encontrei uma forma própria de trabalhar os pontos e, com o uso de agulhas, lãs e talagarça, passei a criar tapeçarias de parede.
Meu processo parte da busca por imagens sacras, fotografias e referências diversas, que transformo em tapeçarias, oferecendo um novo olhar àquilo que considero belo. Cada obra nasce do diálogo entre a imagem original e o tempo do fazer manual, onde o gesto e a matéria ganham protagonismo.
Em 2025, descobri uma nova linguagem que me encantou profundamente: a arte com pó de serra. Desde então, divido meu tempo entre essas duas técnicas, sem conseguir escolher qual delas amo mais — ambas fazem parte da minha forma de criar e de me expressar artisticamente.