A escultura de Barbosa desafia a percepção tátil do observador. Embora composta por um material de extrema dureza e peso (superando a marca de 1 kg em dimensões compactas), a peça evoca uma leveza quase líquida. As curvaturas sucessivas e os planos sobrepostos criam um jogo de refração luminosa que transforma a obra conforme o ângulo de visão, tornando-a uma peça dinâmica e mutável.
Materialidade e Técnica: O uso do Quartzo Incolor exige uma técnica refinada de lapidação e polimento. Diferente de materiais maleáveis, o quartzo impõe limites que o artista supera ao imprimir dobras e ondulações que sugerem tecidos ao vento ou o fluxo das águas.
Contraste Estrutural: A escolha de uma base que combina madeira e aço não é meramente funcional. Ela ancora a transcendência etérea do cristal na solidez terrena, criando um equilíbrio visual entre o rústico e o translúcido.
Geometria Orgânica: Como o título da série sugere, a “curva” é o elemento central. Não se trata de uma curva matemática, mas de uma sinuosidade biomórfica que remete ao crescimento natural e à evolução das formas, distanciando-se de qualquer rigidez industrial.
Datada de 2025, a obra se insere em um contexto de valorização da pureza dos elementos naturais. Ronaldo Rodrigues Barbosa posiciona-se como um artista que respeita a ancestralidade do mineral, mas que o submete a uma visão futurista e elegante.
A peça é, em última análise, um estudo sobre a luz. O quartzo deixa de ser apenas uma pedra para se tornar um veículo de claridade, onde as sombras e os brilhos internos compõem uma narrativa silenciosa de ordem e harmonia. É uma aquisição indispensável para coleções que buscam o equilíbrio entre a força da escultura brasileira e a delicadeza minimalista do cristal.
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