Na obra “Sueños” (2026), Moisés González Acosta explora a suspensão da realidade em uma tela de 80 x 80 cm que pulsa em tons de vinho e carmim. A composição é uma jornada visual pela mente do artista, que confessa, por vezes, preferir não acordar para não encarar as asperezas do mundo desperto.
Diferente das figuras de perfil estruturadas, “Sueños” apresenta uma forma mais fluida e surrealista. Vemos o que parece ser o torso de um ser sustentado por pernas delgadas, quase como uma marionete da própria imaginação. O centro da obra é ocupado por uma cavidade que lembra tanto um olho quanto uma semente, de onde escorrem formas líquidas — uma referência direta ao “fluido que nos sustenta” e às experiências que moldam o interior do artista.
Um elemento fascinante nesta tela é a pequena figura branca e silhuetada que repousa no topo da estrutura principal. Ela representa a pureza do observador interno, aquele que navega pelo mar de memórias e conexões neurais (representadas pelo emaranhado dourado ao fundo) sem se deixar corromper pelo peso da existência. À direita, um retângulo azul cravejado de estrelas funciona como uma janela para o infinito, sugerindo que, mesmo em meio à densidade do sangue e da carne, há sempre um espaço para a vastidão do cosmos.
“Sueños” captura o momento exato da transmutação. Os fios e conexões que saem da figura indicam que estamos todos conectados a algo maior — sejam traumas passados ou esperanças futuras. Como o próprio Moisés descreve, seus títulos são atos de resistência: aqui, o sonho não é uma fuga, mas a busca por um sentido que ” rifles e balas” jamais poderiam oferecer. É a vontade de continuar vivendo através da criação.
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