Em “Cortinas”, obra de 2001, a artista Ana Lambert nos apresenta uma composição onde a rigidez do suporte em Paraná é subvertida pela fluidez de uma narrativa visual vibrante e rítmica. Com dimensões generosas de 100×80 cm, a pintura não se limita a representar um objeto cotidiano, mas o utiliza como pretexto para uma investigação profunda sobre padronagens, texturas e a coexistência de diferentes linguagens geométricas.
A tela é estruturada em faixas verticais que, embora sugiram o caimento de tecidos, funcionam como campos autônomos de experimentação cromática. Lambert transita com maestria entre o rigor do xadrez central e a liberdade orgânica de círculos concêntricos e pontilhismos que remetem a mosaicos ancestrais. O uso da técnica acrílica permite uma saturação de cor que confere à obra uma luminosidade solar, onde o vermelho pulsante e o azul profundo dialogam com um fundo amarelo meticulosamente trabalhado em células circulares, criando uma sensação de preenchimento total do espaço, quase um horror vacui contemporâneo.
O que mais impressiona em “Cortinas” é o movimento latente. As linhas sinuosas que delimitam cada seção da pintura conferem uma musicalidade ao olhar, fazendo com que a obra pareça vibrar diante do espectador. Ao observar a peça, somos levados a desvendar cada camada de detalhe, onde o micro — a pequena mancha de tinta — constrói o macro — a imponente estrutura visual. Esta obra, avaliada em R$ 4.500,00, é um testemunho da maturidade técnica da artista no início da década de 2000, consolidando-se como uma peça de investimento e de alto valor estético, capaz de transformar a atmosfera de qualquer ambiente através de sua energia e sofisticação cromática.
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R$ 4.500,00
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